QUAL A IMPORTÂNCIA ÀS EMPRESAS PEQUENAS E JOVENS DAS PRÁTICAS DE GOVERNANÇA?

Por muito tempo pensávamos que os conceitos de governança e compliance eram aplicáveis somente à grande empresa, com mais de vinte anos, e cujo faturamento fosse igual ou superior a nove dígitos.  Hoje, porém, sabemos que este entendimento é errado!  A governança corporativa, na verdade, deve estar presente nas empresas de todos os portes e desde de sempre!  

A governança não é exclusividade das grandes empresas, os seus conceitos se aplicam a todos os negócios, desde os seus primeiros passos. Ela deve acompanhar o ciclo de vida das empresas. Na prática o que muda entre uma grande empresa com meio século de existência e uma jovem e pequena empresa, é a complexidade das práticas, o tamanho da estrutura, as ferramentas e as tecnologias que sustentam estes conceitos.  Na jovem e pequena empresa o tipo das ferramentas, a estrutura de gestão e controles, o contexto tecnológico, vai ser adequado a cada etapa do crescimento do negócio.

Para pequenas e jovens empresas a governança não significa criar conselhos administrativo e fiscal, implantar ERP, criar processo de auditoria interna e externa, que costumam envolver elevados custos.  A governança nestas empresas passa por estabelecer princípios fundamentais, que garantam a sobrevivência e o crescimento sustentável do negócio, e que estão previstos na base das boas práticas de gestão, mundialmente, aceitas, a saber:  

  • Acordo de sócios formalizado no qual se defina o papel de cada um com clareza, defina como as decisões serão tomadas e o que acontece se alguém quiser deixar o negócio, ou vier a faltar, ou vier a se casar ou divorciar, entre outros aspectos.   
  • Separação dos Bolsos (caixa), o primeiro e mais básico dos princípios de uma boa governança é não misturar o dinheiro da pessoa física dos sócios com o da pessoa jurídica, a empresa.
  • Adoção de objetividade quanto as decisões legais, perceber e gerir os riscos intrínsecos e os desnecessários. Correr riscos calculados.
  • Adotar uma ferramenta de gestão que deixe clara as margens do negócio e a geração de caixa, e a distinção entre ambas.
  • Manter uma base contábil, tecnicamente, adequada e fidedigna.
  • Ter domínio da precificação dos produtos e serviços
  • Ter domínio e controle dos custos e despesas.
  • Ter domínio do endividamento, conhecer os limites para o endividamento sustentável, com entendimento da geração bruta de caixa operacional.
  • Identificar a demanda por capital de giro dentro do investimento.
  • Adotar cálculo de viabilidade econômica e financeira para todo e qualquer investimento, em especial para ampliações, novos negócios e aquisições.

Ainda, recomenda-se que os sócios, mantenham um “conselho consultivo” ou “assessoria”, mesmo que ocasional, com profissionais de fora, experientes, que aportem visão estratégica, conceitos de gestão, governança e gestão de riscos. Esta estrutura, geralmente mais barata, pode beneficiar em muito as jovens e pequenas empresas, mitigando os riscos e percalços da caminhada, na medida que auxilia a qualificar as principais decisões.    

A Gallus Consultoria criou um produto novo, em 2022, destinado às empresas jovens e de menor porte, exatamente por conta deste entendimento. Este produto, tem um custo de implantação baixo, devido aos métodos ágeis que adotamos. Nosso método busca democratizar o acesso às melhores práticas de governança e gestão, e garantir o crescimento sustentável destas empresas e o sucesso de seus empreendedores.